Ansiedade · Bad · Depressão · Força de vontade

Voltei?

Acho que talvez tenha voltado. Talvez ainda esteja em processo de voltar.

O que tá acontecendo? Muito trabalho. Muita ansiedade.

Nesse segundo semestre minha vida profissional começou a andar bem. Num ritmo bom e tudo mais, confortável para mim etc. Tinha as ansiedades, os nervosismos, mas coisas que eu conseguia lidar depois tranquilamente. PORÉM de novembro para cá eu pirei bem linda. Foram uma série de trabalhos seguidos, trabalhos intensos, experiências novas para mim, que demandaram muito do meu cérebro. Eu quis dar conta de tudo e no final eu acho que conseguir dar conta de tudo.

Menos de mim.

Trabalho? Ok. Tudo lindo, maravilhoso, experiências novas, clientela crescendo, ações no facebook e no instagram, aprendendo coisas novas que vão facilitar meus próximos trabalhos, crescendo, virando uma profissional cada vez melhor, investindo em equipamentos novos, material de estudo. Tudo lindo, tudo como tem que ser pra um novo microempreendedor.

Saúde? Academia? Médicos? Remédios? Meu tempo de relaxar? Metas?

Tudo no fundo do baú, com aquele “depois eu vejo isso” jogado em cima porque “atender os meus clientes é mais importante”.

Sério, Emília? SÉRIO???

Depois de tudo que você passou e aprendeu, você se bota num lugar menos importante???

Trabalho é importante. Construir uma clientela, um nome, uma confiança são importantes. Organizar tudo, aprender, crescer profissionalmente é importante. Mas nada é mais importante do que você. Porque se você não estiver bem, VOCÊ NÃO TRABALHA!!! VOCÊ ENTRA EM CRISE DE ANSIEDADE E FICA NA CAMA EM POSIÇÃO FETAL!!! Você fica frágil e se desespera com facilidade. Você fica confusa e é fácil de ficar nervosa e dá vontade de jogar tudo pro alto. Mesmo estando dentro dos seus prazos, você se pressiona porque se sente menos competente.

Mas não é bem assim. Mas foi isso que aconteceu comigo nas últimas duas semanas.

“Você vai ter um ritmo mais lento, provavelmente vai perder algum prazo ou algum cliente, mas não é nada que te impeça de trabalhar” Disse meu psiquiatra numa das últimas sessões.

E foi isso que aconteceu.

Perdi um prazo, pedi por mais tempo, mas não consegui finalizar o trabalho. Perdi um cliente. Foi de uma forma tranquila, mas foi uma perda. Uma experiência nova. Mas que me deixou super frustrada e me sentindo incapaz. Mas eu aprendi.

Por que? Porque eu funciono 8/80.

Em 2016 eu aprendi como eu funciono comigo mesma. Como minha mente funciona, dentro dessa ansiedade toda. Aprendi a respeitar cada momento de crise, aprendi a me ouvir, a me respeitar. A me deixar ser quem eu preciso ser. Isso foi uma vitória gigantesca! Aprendi a me organizar, a entender meus horários, minhas necessidades, como eu funciono. Nossa, melhor coisa! E aí me senti apta a trabalhar. E aí eu me empolguei.

E aí que eu ainda não sei direito como eu funciono com o trabalho.

Mas eu tô tentando aprender.

Já sei como funciono comigo mesma. Já sei como funciono com o mundo externo. Agora estou aprendendo como funciono com o trabalho.

E preciso funcionar com um trabalho de uma forma que eu não pare de funcionar comigo mesma, né? Porque foi o que aconteceu e, rapaz… Foi feio.

Tô me recuperando de uma crise bem tensa, de umas que eu nunca mais tive. Tô me sentindo ainda meio de ressaca, meio fraca, meio sem rumo. Mas estou tentando pôr cada peça em seu lugar de novo. Com calma, e sem pressão. Respeitando o que deve ser respeitado.

Quero voltar para o meu dia em sete passos, porque funcionou bem para mim. Quero voltar para a academia. Quero voltar a me alimentar direito. Quero voltar a ter meu tempinho de meditar, fazer minhas artes terapêuticas. Quero voltar a ir para minha praia. Quero trabalhar sem esquecer de mim e num ritmo bom.

Quero aprender a conciliar essas experiências novas, com o que já estava dando certo.

A vantagem de ser minha própria chefe é que posso organizar isso de uma forma confortável para mim. Mas mesmo assim preciso de uma supervisão até consegui colocar tudo nos trilhos. Porque ou eu vou desembestar no trabalho e esquecer de mim, ou vou fazer tudo devagaaaaar demais e procrastinadoramente que também não vai dar certo. 2017 vai ser tipo o curso de “Como ser bem sucedida no trabalho sem esquecer de se cuidar e pirar na batatinha a cada novo serviço”.

É uma escola mesmo, essa vida. Cada ano com matérias diferentes, aprendizados cada vez mais avançados que no começo você se sente perdida, mas depois vai facilitando. Professores maravilhosos, professores chatos. Momentos injustos, provas perdidas. Uma recuperação final aqui, outra ali… Mas tudo aprendizado. Até se você reprovar. É tudo aprendizado.

E eu passei de ano em 2016, sim. Fiquei de recuperação em Trabalho Profissional, mas acredito que passei sim.

E 2017 tá vindo aí pra aprender mais ainda. Tô apreensiva, ansiosa, com medo. Mas com força de vontade e coragem. Todo começo de ano o pedido que eu faço é por força de vontade e coragem. E acho que finalmente meus pedidos tão sendo atendidos porque estou me sentindo cada vez mais corajosa.

Bom, o plano da semana é me recuperar e fazer, de pouco em pouco, os trabalhos que tenho que fazer, sem me pressionar porque ainda estou dentro dos prazos.

Vida que segue!

Quero um planner de 2017 bem lindo

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